sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Como enfrentar a ansiedade social

A ansiedade social é um transtorno psicológico que coloca em causa a funcionalidade de vida da pessoa. Por natureza somos seres sociais, necessitamos de pertencer a grupos, interagir, comunicarmo-nos, partilhar experiências e ideias. A ansiedade social coloca em causa toda a capacidade de expressão da pessoa, inibe a sua movimentação, aumenta-lhe a dúvida sobre as suas capacidades, retira-lhe coragem. Lidar com a ansiedade social pode ser desesperante, e para algumas pessoas, é um caminho direto para a depressão. Num estudo, o investigador Dr. Murray Stein e seus colegas descobriram que 35% dos indivíduos com transtorno de ansiedade social tinham experimentado pelo menos um episódio depressivo maior. Os sintomas podem incluir mau humor, diminuição do interesse ou prazer nas atividades diárias, sono e problemas de apetite, fadiga, diminuição da concentração e sentimentos de inutilidade. A ansiedade social torna grande parte das interações com as outras pessoas um tortura. Viver num estado constante de medo e preocupação acerca do seu comportamento em situações sociais é extremamente frustrante, podendo acrescer o fato da pessoa ficar deprimida e aumentarem os sentimentos de desesperança com a vida e com a sua situação ansiosa.
Em seguida apresento alguns comportamentos que contribuem para o desenvolvimento da ansiedade social e o que pode ser feito para diminui-los ou extingui-los:

1. POUCO CONTATO COM PESSOAS

Todos nós necessitamos de uma certa quantidade de interação social para nos sentirmos felizes e contentes (mesmo os introvertidos). Se você não tiver contato suficiente com pessoas, é natural que se sinta triste, solitário e até mesmo deprimido. Mesmo que você fique ansioso junto de determinadas pessoas, tente perceber o que está na causa desse receio. Não faça uma associação direta com as pessoas, mas tente perceber qual o motivo. Tem receio de não ter assunto? Acha que não tem nada de interessante para conversar? Fica com rubor na cara? Julga que as pessoas vão perceber a sua agitação e nervosismo? Esses receios até podem ser justificativos, mas na verdade, nada têm a ver com receio das pessoas. Tem sim a ver com a ausência de uma determinada habilidade, ou a presença de uma crença negativa acerca de si mesmo, ou incapacidade de regular os sintomas físicos da ansiedade, como por exemplo a sudação ou o batimento cardíaco acelerado.
É importante que invista no desenvolvimento de estratégias para melhorar os seus incómodos e aquilo que não consegue controlar, mas não deixar de interagir com as pessoas.

2. EVITAMENTO

Se você evitar uma grande variedade de situações sociais, a sua vida torna-se cada vez mais restritiva, podendo contribuir para o desenvolvimento de outros problemas pessoais ou emocionais. O comportamento de evitamento, numa primeira fase pode resolver-lhe o seu problema relacionado com os sintomas incómodos da ansiedade, mas complica a sua vida pessoal porque você deixa de realizar determinadas tarefas fundamentais. Não fuja daquilo que tem de realizar, esforce-se por aprender a lidar com os seus incómodos. Certifique-se que inclui algumas coisas divertidas na sua vida que não provoquem ansiedade. Como por exemplo, desenhar, ler, ouvir música, passear, ir à praia.


3. AUTOCULPABILIZAÇÃO E AUTOCRÍTICA NEGATIVA

Talvez você se culpe pelo seu problema de ansiedade social. Nada poderia ser mais prejudicial. É importante lembrar que ninguém escolhe ter transtorno de ansiedade social. Esta é uma condição que merece atenção e tratamento cuidadoso. Punir a si mesmo é uma estratégia inútil, que o mantém preso no seu problema. Em vez disso, opte pela autoaceitação e autocompaixão. Eventualmente numa primeira fase talvez você se tenha esforçado por resolver o seu problema e, não foi bem sucedido. Numa fase posterior pode ter-se voltado contra você mesmo e começar a denegrir-se ou a tecer comentários autodepreciativos. Certamente essa autocrítica negativa só tende a aumentar o seu problema. Se é o seu caso, deixe de ser ruim para si mesmo. Pare com esse comportamento destrutivo. Contrarie essa tendência e passe a ser o seu principal aliado.

4. INATIVIDADE 

A pouca interação social pode conduzi-lo a um ciclo vicioso de humor diminuído, contribuindo para o desenvolvimento da depressão, que por sua vez se reflete na diminuição do prazer nas atividades que anteriormente gostava. Quanto menos ativo você for, mais estará a contribuir para o aparecimento da depressão. Se você está tendo dificuldade em sair deste ciclo, proponha-se a uma programação diária que contemple um determinado período de atividade que envolva sair à rua e contatar com pessoas, em seguida, cumpra isso. Vai parecer muito difícil no início, mas é extremamente útil. Programe alguns passeios ao redor do seu bairro ou em algum parque nas proximidades. O exercício físico é um excelente antídoto para a depressão.

5. MINIMIZAÇÃO

Certifique-se de que você está dando a si mesmo o crédito para as suas realizações, por menores que possam parecer. A maneira eficaz de mudar o comportamento é através do processo de passo a passo. Se você tem dificuldade em reconhecer tudo o que fez, faça uma lista das suas realizações / progresso. Consulte a lista sempre que você começar a concentrar-se exclusivamente nas suas falhas ou naquilo que não consegue fazer. É importante que ganhe consciência se desenvolveu um filtro opaco para os seus bons desempenhos. Não minimize os seus esforços, tarefas bem concretizadas ou mesmo os pequenos sucessos.

6. FATORES SUBJACENTES COMUNS

É possível que a ansiedade social e a depressão compartilhem alguns fatores subjacentes comuns. Você pode estar vulnerável a ambos os tipos de problemas, pela mesma razão, quer seja por aprendizagens ineficazes de lidar com situações frustrantes e stressantes, ou por fatores ambientais que influenciam o desenvolvimento de ambos os transtornos. Será benéfico verificar se apresenta algumas distorções do pensamento que possam estar a dificultar a sua melhoria.

7. DESESPERANÇA

Pode ecoar na sua cabeça a seguinte crença negativa: “Eu sei que nunca vou ficar melhor.” Este pensamento frequentemente aparece na mente das pessoas que enfrentam problemas de ansiedade e depressão. Mas isso não passa de uma crença irrealista. Claro que a melhoria é possível. Claro que existem formas, técnicas e terapias altamente eficazes que contribuem para a resolução dos transtornos psicológicos. Existem muitas histórias de pessoas que obtiveram sucesso (há algumas aqui no blog) e que recuperam a esperança. E acredite, com a sua dedicação e querer certamente encontrará o caminho da melhoria.


Autor


Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada. É também preparador mental de atletas e equipes desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Orgasmo, 15 coisas que você precisa saber

15 FATOS CURIOSOS SOBRE O ORGASMO

1 - O recorde mundial é de 222 orgasmos em 2009, o feito foi realizado por Deanna Webb, isso é difícil de conseguir, mas não quer dizer que você também não possa tentar;
2 - Durante o orgasmo feminino, as paredes da vagina soltam uma pequena descarga elétrica, neste momento, 5 mulheres são capazes de acender uma lâmpada de 1 volt;
3 - Orgasmo cura dores de cabeça mais rápido que analgésicos;
4 - Prolactina, o inimigo das mulheres: Esta substância é liberada após a ejaculação do homem, dando a sensação de muito cansaço, fazendo com que ele durma logo após o sexo.
5 - Charles Xavier da vida real: 0.06% dos homens conseguem chegar ao orgasmo somente com a força do pensamento.
6 - A velocidade de uma ejaculação masculina pode chegar aproximadamente à 45 km/h.
7 - O orgasmo de um porco, ISSO MESMO, UM PORCO pode durar cerca de 30 minutos.
8 - O orgasmo mexe com o cérebro, ele bloqueia a parte responsável pelas emoções no cérebro enquanto você está tendo o orgasmo, fazendo com que você não sinta nenhuma emoção.
9 - Síndrome da excitação permanente: Parece um sonho mas não é! Um caso raro onde a mulher pode ter até 200 orgasmos por dia sem mesmo ter relação sexual, além de não ter cura, trás sérios transtornos.
10 - Orgasmo aumenta sua imunidade, assim você está menos suscetível a gripe e outras doenças fáceis de combater.
11 - O orgasmo libera a endorfina e a ocitocina, fazendo com que você se sinta melhor e de bom humor.
12 - Quem tem 2 ou mais orgasmos por semana vive mais, diz estudos.
13 - Estudos mostram que um orgasmo pode substituir os desejos de comer “porcarias” e até mesmo a vontade de fumar.
14 - Mulheres inseguras têm mais dificuldade para chegar ao orgasmo.
15 - Algumas mulheres podem chegar ao orgasmo mais de 100 vezes em 1 hora, isso equivale a 1 orgasmo a cada 36 segundos. É CANSATIVO!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Como o autismo ajudou Messi a se tornar o melhor do mundo

Os sintomas da Síndrome de Asperger trabalharam a seu favor.
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Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores.
Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.
É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. “Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ong Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de “aspergianos”.
“O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou.  E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido.Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está  aliviado”.
A qualidade do chute, extraordinária em Messi, e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo Vitulli, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador. Ele compara o comportamento de Messi a um célebre surfista havaiano, Clay Marzo, também diagnosticado com a síndrome de Asperger. “É um surfista extraordinário. E é possível perceber características de autista quando ele está numa onda. Assim, como o Messi, ele é perfeito, como se ele soubesse exatamente o comportamento da onda e apenas repetisse um padrão”. Mas autistas, segundo Vitulli, não são criativos, apenas repetem o que sabem fazer. “Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. Mas também erram mais”, diz ele.
Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes — e o filme Rain Man, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates.
Também fora de campo, seu comportamento é revelador. Quem já não reparou nas dificuldades de comunicação do jogador, denunciadas em entrevistas coletivas e até em comerciais protagonizados por ele? Ou no seu comportamento arredio em relação a eventos sociais? Para Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), e mãe de um menino de 10 anos diagnosticado com síndrome de Asperger, foi uma revelação observar certas atitudes de Messi.
“A começar pelas entrevistas: é  visível o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar “perdido”, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de fato. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo”, diz Giselle. Segundo ela, é possível perceber o alto grau de concentração de Messi: “ele sabe exatamente o que quer e tem a mesma objetividade que vejo em meu filho”.
Giselle observou algumas jogadas do argentino e também não teve dúvidas:  “o olhar que ‘não olha’ é o mesmo que vejo em todos. Em uma jogada, ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, o olhar desviou. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu traçado, no seu objetivo, foi lá e fez o gol. Sem mais”.
Segundo Giselle, Messi tem o reconhecido talento de transformar em algo simples o que para todos é grandioso e não vê muito sentido em fama, dinheiro, mulheres, badalação. “Simplesmente faz o que mais sabe e faz bem. O resto seria uma consequência. Outra aspecto que se assemelha muito a meu filho”.
Outra característica dos autistas, segundo ela, é ficarem extremamente frustrados quando perdem, são muito exigentes. “Tudo tem que sair exatamente como se propuseram a fazer, caso contrário, é crise na certa. E normalmente dominam um assunto específico. Ou seja, se Messi é autista e resolveu jogar futebol, a possibilidade de ser o melhor do mundo seria mesmo muito grande”, diz ela.
A idéia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo Giselle, ele simplesmente será sempre um profissional que executa a sua profissão da melhor forma que consegue — mass arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos.  “Ele precisa e quer que sua condição seja respeitada. Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível”, diz ela.
 
 Roberto Amado,Jornalista, escritor, cineasta e advogado.
 

Conheça as regras que Einstein estipulava para sua esposa continuar casada com ele

 
Vários detalhes constrangedores da intimidade do gênio estão descritas no livro Einstein: Sua Vida e Universo, de Walter Isaacson (o mesmo que escreveu uma das mais famosas biografias de Steve Jobs). Um desses detalhes é uma lista em que ele impões diversas condições que sua esposa deveria aceitar para continuar casada com ele. “Conhecer o homem ajuda-nos a compreender as fontes de sua ciência, e vice-versa”, escreveu o biógrafo. Ficou curioso, né? Então a gente conta mais.
A obra revela que Einstein era um cara passional, tanto na vida pessoal como na científica.Durante a faculdade, teria se apaixonado por uma sérvia, Mileva Maric, com quem viria a se casar e ter três filhos.
No entanto, a dedicação exigida pela Ciência faria com que o gênio se afastasse de sua esposa e acabaria enfraquecendo o relacionamento. Para salvar o casamento em nome dos filhos, Einstein teria feito uma lista com algumas condições para continuar ao lado dela. Confira o que o gênio exigiu da moça.
Condições
1 – Você irá certificar-se que as minhas roupas e lavanderia são mantidas em ordem, que eu irei receber minhas três refeições regularmente no meu quarto, que o meu dormitório e minha sala de estudo serão mantidos limpos e, especialmente, que a minha mesa será usada apenas por mim;
2 – Você vai renunciar a todas as relações pessoais comigo. Especificamente, você vai renunciar: a se sentar ao meu lado, sair e viajar comigo.
3 – Você vai obedecer aos seguintes pontos: não vai esperar qualquer intimidade de mim, nem vai me censurar de forma alguma; vai parar de falar comigo se eu pedir; vai sair do meu quarto de estudo imediatamente, sem protesto, se eu pedir; vai se comprometer a não me menosprezar na frente dos nossos filhos, seja através de palavras ou comportamento.
Difícil viver com um gênio, não? Como era de se esperar, as exigências não foram respeitadas e o casamento acabou. Na biografia, Isaacson revela que Einstein fez, então, uma proposta para conseguir o divórcio. “Ganharia o prêmio Nobel um dia, disse; se ela lhe desse o divórcio, ele lhe daria o dinheiro do prêmio. Ela pensou por uma semana e aceitou”, revela Isaacson. O escritor completa que, em 1921, quando foi premiado, Einstein cumpriu o acordo e entregou o valor do prêmio à ex-esposa. Como para muitas mulheres inteligência é afrodisíaca, ele já estava casado com outra vítima mulher.